terça-feira, 20 de maio de 2014

Jala Neti - ações purificatórias


Jala Neti,  a limpeza nasal com água e sal

O que é Jala Neti?
O Jala Neti é uma das seis ações purificatórias apresentadas no Hatha Yoga Pradípiká, um texto de mais de 500 anos. Jala, significa água e neti, neste contexto, limpeza. Refere-se a uma atividade de higienização das fossas e da mucosa nasal que se faz usando um recipiente chamado de Lota, água morna e sal.
Essa limpeza natural elimina o acúmulo de muco, de outras impurezas tais como micro-organismos patogênicos e drena os seios paranasais de modo que auxilia na prevenção e no tratamento de diversas doenças como sinusite, rinite, resfriado, gripe, alergias respiratórias etc. Também mantém saudáveis os mecanismos de secreção e drenagem do ouvido, nariz e garganta, prevenindo contra inflamações oculares, da garganta e  dos ouvidos. É muito útil em casos de Asma. Aumenta a resistência às alterações climáticas e poluição atmosférica. Além disso, promove uma melhorara da acuidade visual mediante a estimulação dos ductos e glândulas lacrimais. No nível energético, equilibra o fluxo do prana e estimula o ajña chakra.
O que diz o texto clássico e os estudos recentes?
“Purifica o crânio e melhora a acuidade da visão, eliminando rapidamente todas as moléstias que possam surgir acima da linha dos ombros”
Verso 30 da II seção da Hatha Yoga Pradípiká.
“Em um estudo longo de oito anos, Pedro de Vicente observou a utilidade terapêutica de Jala Neti no tratamento de asma brônquica e condições espasmódicas descendentes da (via) área respiratória. Ele informou que de 188 pacientes, 160 (85%) mostraram melhorias gerais da saúde, 170 (90%) mostraram melhoria sintomática, 147 (78%) mostraram redução do medicamento, enquanto 66 (35%) não necessitaram medicamento durante as crises e 175 (93%) obtiveram melhor controle em ataques após Neti. Gharote, 2000.
PrecauçõesEstá prática é contra-indicada para pessoas que sofrem de hemorragias nasais freqüentes. Não é recomendado que se realize Jala Neti à noite, antes de deitar, pois pode permanecer um resquício de água na cavidade nasal que poderá ir para o canal auditivo predispondo uma inflamação. Durante a realização dessa higienização, respire somente através da boca.
Preparação
Lota-limpeza-nasal-com-água-e-salPara realizar o Jala Neti é necessário um recipiente próprio chamado de Lota que se parece com um pequeno bule com um bico apropriado para inserir na narina. A água deve ser filtrada ou mineral e tem que estar morna, um pouco acima da temperatura corporal e salgada na proporção de uma colher de chá rasa de sal para 500 ml. Para saber se a temperatura está adequada, derrame um pouco no dorso da mão, você deve sentir um calor confortável sem queimação. Caso esteja com sinusite, acrescente 2 gotas de própolis e para tratar de rinite alérgica, adicione 2 gotas de limão.
Como fazer?Fique em pé, incline o tronco um pouco para frente e a cabeça para o lado direito. Então coloque o bico do lota na narina esquerda e vá virando o recipiente de modo que a água entre por essa fossa e saia pela outra de modo natural, sem forçar. Durante esse processo mantenha a boca entreaberta e respire por ela. Após esvaziar o recipiente passando a água da narina esquerda para a narina direita, faça uma pausa realizando uma volta de Kapalabhati e em seguida, faça a água fluir da fossa nasal direita para a esquerda. Finalize com o Kapalabhati.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Vamos meditar?


Muitas pessoas me perguntam se existem regras para meditar, como iniciar e como fazer.
Como a meditação é um processo fluido e aberto, existem poucas regras absolutas.
Mesmo assim, aqui estão algumas técnicas e dicas que os meditadores têm utilizado através dos séculos.

  • Encontre um lugar calmo para meditar, onde não haja grandes distrações externas, preferivelmente um local sem televisão, rádio, crianças ou telefones. Se for possível, escolha um lugar onde você se sinta emocionalmente confortável e seguro, longe do estresse e da pressão. Se você não consegue olhar a mesa de trabalho sem pensar nas ansiedades profissionais, não tente meditar no escritório. Se possível crie um espaço sagrado num cantinho da sua casa, perto do seu altar, num lugar reservado para isso.
  • Tente manter a temperatura confortável e não quente demais. Você quer ficar fresco, calmo e alerta.
  • Decida com antecedência quanto tempo vai meditar e tente cumprir o planejado. No início medite menos de trinta minutos. Não force.
  • Use roupas confortáveis e largas. Você não quer um cinto apertado se tornando o foco de sua meditacão.
  • Quando se preparar para meditar, traga com você um sentido de moderação e de autodisciplina. Pense na sessão de meditação com reverência e respeito.
  • Quando se preparar para meditar, tente abandonar as imagens ou as coisas que o fazem pensar no que deseja ou no que sente falta. Isto nem sempre é fácil de fazer, portanto não desanime se não conseguir imediatamente. Até mestres treinados lamentaram certas imagens que visitaram suas mentes sem serem convidadas.
  • Durante as sessões de meditação pratique o contentamento. Nós somos muito afortunados por poder meditar; é um presente que damos a nós mesmos. Vamos cultivar a gratidão por aquilo que recebemos.
  • Faça o esforço de abandonar o pensamento discursivo e compulsivo e os pensamentos obsessivos. Perceba os pensamentos repetitivos e as histórias familiares que costuma contar a si mesmo. Considere-os "aquela fita velha de novo" e volte ao objeto da sua concentração.
  • Valorize a simplicidade e o silêncio da meditação. Nada está faltando. Usufrua a riqueza do momento presente.
  • A posição de pernas cruzadas não é indispensável. Você pode se sentar com a coluna ereta, em uma cadeira confortável.
  • Alongue o corpo e sente-se ereto. Não se incline para nenhum lado, nem tente se dobrar para frente ou para trás. Deixe os ombros caírem naturalmente.
  • Tente alinhar o nariz com o umbigo e mantenha a cabeça colocada de tal modo que os ouvidos estejam acima dos ombros. Mantenha a cabeça reta.
  • Deixe a língua solta na boca, com lábios e dentes levemente abertos.
  • Coloque as mãos no colo ou sobre os joelhos.
  • Mantenha os olhos fechados ou semicerrados.
  • Permita-se internamente experimentar espaço, conforto e clareza, deixando a mente se acomodar naturalmente em seu estado natural.
  • Comece inspirando pelo nariz, e a seguir expire, também pelo nariz. Concentre-se na sensação física do ar entrando e saindo do nariz. Simplesmente observe sua respiração, exatamente no ponto da sensação, e focalize apenas isso. Conecte-se com a experiência presente, mantendo contato entre a atenção concentrada da mente e a sensação de respirar.
  • Abandone qualquer coisa que ocorra durante a meditação - barulhos, coceira, lembranças agradáveis ou desagradáveis - e volte a se concentrar na respiração.
  • Mantenha o corpo quieto e a respiração livre a fácil.
  • Permaneça aberto, solto e pleno de aceitação.
  • Usufrua o momento.
Tendo essas dicas em mente, inicie hoje, agora! 
E viva muito melhor.


Namastê!

Inspiração: Livro "O Despertar do Buda Interior de Lama Surya Das.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Sankalpa: Resoluções para final de ano


Final de ano é tempo de renovação, transformação. Tempo de deixar o velho ir embora e abraçar o novo. Tempo de voltar para dentro e repensar o que foi feito e o que será feito daqui para frente. Tempo de praticarmos o nosso Sankalpa. A nossa mais profunda intenção. A nossa resolução para o ano que se iniciará em breve. Abra seu coração e permita-se uma auto análise. E acredite! Acredite em você, acredite no Universo, acredite e vivencie o seu Dharma. Que em 2014 todos vocês alunos e leitores queridos, encontrem somente a paz e a harmonia interior.

Om Shanti, Shanti, Shanti!

Abaixo um lindo texto sobre o significado de Sankalpa.
Esse texto foi originalmente publicado no site yoga.pro.br


SANKALPA: COLOCANDO EM PRÁTICA SEU DHARMA PESSOAL 
Por Pedro Kupfer


Sankalpa
 significa resolução. É uma frase curta, concisa, clara e altamente evocativa. Tem o objetivo de potencializar algum aspecto positivo da personalidade, em nível subconsciente.


O sankalpa penetra no subconsciente, fortalecendo a estrutura da mente e despertando as forças latentes que facilitarão a realização dos nossos objetivos. Consiste em ativar as qualidades positivas que existem dentro de todos nós, mas que permanecem bloqueadas no subconsciente. Isso dará uma direção mais adequada à nossa existência.

É preciso fazer um auto-exame para identificar nossa principal carência e evocar vividamente aquilo que queremos atualizar e melhorar. Embora o sankalpa se faça mentalmente, ele começa no coração.

É uma frase curta, mas carregada de significados. Deve manter-se por dez a quinze sessões sucessivas de meditação ou de yoganidrá, e repetir-se pelo menos três vezes ao iniciar e três ao finalizar a prática. Devem serpoucas palavras, e sempre as mesmas, para fixá-las no pensamento: uma frase curta, do gênero "desperto a minha kundaliní", ou "lembro sempre que precisar". Deve ser positivo por exemplo, "estou saudável" ao invés de "não estou doente". Deve conjugar-se sempre no presente. Se você pensar no futuro, nunca vai conseguir o seusankalpa, porque a mente subconsciente só entende o presente.

Como você deve estabelecer o seu sankalpa em função da sua necessidade, é preciso em primeiro lugar ver qual é essa necessidade. Para ter isso claro, nada melhor do que uma boa auto-análise, profunda e sincera, que sirva para identificar os aspectos mais marcantes da própria personalidade e detectar os erros mais graves cometidos nos últimos tempos. Feito isso, o sankalpa se estabelece com base nas atitudes opostas àquelas que se precisa eliminar. O sankalpa pode trabalhar nos níveis físico, vital, emocional ou mental, dependendo da sua necessidade.

Alguns exemplos de sankalpa:
1. "confio em mim";
2. "harmonia física e mental";
3. "o sucesso me acompanha em todos os empreendimentos";
4. "desenvolvo o meu potencial espiritual".
Repita o sankalpa com vontade, fé, sentimento pleno e consciência.

No final do dia, é bom olhar para o dia que passou para refletir sobre seus desafios. Cada erro é uma lição, cada conquista um aprofundamento do entendimento.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Meditação da Cura


Sempre que preciso de energia, que sinto que estou com pouca vitalidade 
faço esta visualização de cura.  

Essa meditação inicialmente aumenta a temperatura e a circulação sanguinea 
em partes do corpo que precisam ser nutridas e então passa à intenção de curar. 

Extremamente eficaz e poderosa, reequilibra o fluxo de prana no organismo. 

Experimente.

Sente-se quieto e com os olhos fechados por alguns instantes. Concentre-se em seu coração e agradeça por tudo aquilo por que é grato. Agora mentalize a vontade de extravasar qualquer sofrimento, arrependimento ou hostilidade que possa estar carregando em seu coração ou sua mente.

Por um momento, repita silenciosamente a frase: "Que seja feito." Direcione-a para a sua idéia de consciência universal, seja ela Buda, Ganesha ou o que for. Repita como um mantra: "Que seja feito."

Mentalize o desejo de aquietar seu diálogo interno - e permita que sua atenção percorra seu corpo. Se identificar uma região tensa, mentalize que deseja relaxá-la. Em seguida, concentre-se na respiração. De início, simplesmente observe-se respirando, depois mentalize o desejo de diminuir o ritmo da respiração.

Mova-se conscientemente até o coração. Perceba seu batimento, o som e a sensação. Mentalize para que o ritmo do coração desacelere. Agora, foque a atenção em suas mãos. Sinta a pulsação e o calor que chegam do coração. Mentalize aumentar o fluxo de sangue e a temperatura das mãos.

Leve sua atenção aos olhos. Sinta o pulsar do coração em seus olhos e seu rosto. Permita então que sua atenção se mova livremente pelo corpo. Sinta o calor, o latejar e as pulsações do batimento cardíaco onde quiser. Se encontrar uma parte do corpo que precise de cura, direcione o calor até ela. Se não tem consciência de uma área assim em seu corpo, volte-se para o coração. Leve o calor palpitante de seus batimentos até qualquer ponto que deseje nutrir e curar.

Consciente e mentalizando a área de cura em seu corpo, repita por alguns minutos essas duas palavras como um mantra: "cura e transformação".

Passados alguns instantes, abra os olhos para encerrar a meditação de cura.

*Fonte: Livro Saúde Perfeita de Deepak Chopra

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ásana Purvottanasana: Postura da Prancha para cima


Postura da Prancha para Cima
purva = frente, leste
ut = intenso
tan = extensão, alongamento
Passo a passo

1- Sente-se em Dandasana (postura pessoal) com as mãos alguns centímetros atrás de seus quadris e os dedos apontando para a frente. Flexione os joelhos e coloque os pés no chão, dedos grandes dos pés voltados para dentro, saltos, pelo menos um metro de distância de suas nádegas.

2- Expire, pressione os pés internas e mãos para baixo contra o chão e eleve o quadril até chegar a uma posição de mesa inversa, tronco e coxas aproximadamente paralelo ao chão, pernas e braços aproximadamente perpendiculares.

3- Sem perder a altura do seu quadril, estique as pernas uma de cada vez. Eleve o quadril ainda maior sem o endurecimento das nádegas. Pressione as omoplatas contra o tronco para trás para suportar a elevação de seu peito.

4- Sem comprimir a parte de trás do seu pescoço, deixe cair lentamente a cabeça para trás.

5- Mantenha a posição por 30 segundos e, em seguida, sentar-se em Dandasana com um suspiro.

domingo, 3 de novembro de 2013

Revelando o guerreiro: Virabhadrásana III



Transpondo-se dos aspectos mais sutis dos Virabhadrásanas I e II ou de um outro ásana anteriormente praticado, o praticante poderá realizar conscientemente a terceira variação desta postura. Para otimizar a construção desta terceira variante iremos, similarmente, convidar o praticante para focar a atenção no correto posicionamento dos pés, pernas, joelhos, quadris, tronco, braços e cabeça.
PÉS E PERNAS.
Já em Virabhadrásana III, a planta do pé que está à frente se firma bem ao chão enquanto a perna do mesmo lado permanece confortavelmente estendida e a oposta se elevada formando um ângulo de 90 graus em relação ao posicionamento da outra.
JOELHOS E QUADRIL.
Ao se firmar na postura do Guerreiro III, o praticante deve procurar manter os quadris paralelos ao solo enquanto o olhar se fixa em um ponto para trazer equilíbrio. Por sua vez, a perna que está à frente poderá, eventualmente, manter-se levemente flexionada no sentido de aliviar qualquer desconforto que possa surgir pelo joelho ou manter-se estendida com a patela ativa, se não houver qualquer desconforto.
TRONCO, BRACOS E CABEÇA.
Os braços, inicialmente, podem estar paralelos ao corpo com as pontas dos dedos das mãos apontados para trás. Em uma segunda opção, o praticante poderá mantê-los flexionados com as mãos apoiadas nos quadris. Uma outra opção é mantê-los em cruz, ao lado do corpo. Mas, se o praticante necessitar de um apoio amigo, poderá estende-lo à frente e tocar com as pontas dos dedos das mãos uma parede.
Caso deseje avançar e completar este ásana que denota equilíbrio, o praticante poderá trazer os braços estendidos à frente, sem apóia-los na parede e mantê-los paralelos ao solo.
A cabeça se volta em direção à mão que está à frente, sem que haja compressão no pescoço e ambos ficam relaxados. Em conjunto com o tronco e a coluna vertebral, também permanecem alongados e paralelos ao chão, enquanto o praticante nota a presença dos bandhas e posteriormente se prepara para executar o ásana para o outro lado.
Em suma, seja qual for o Guerreiro que o praticante adote ou que mais prefira praticar, vale lembrar que a cada execução irá notar as sutilezas que ainda possam estar escondidas no âmago do ásana; sutilezas essas que irão se revelar no momento que menos se espere. Harih Om!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Meditação na flor de Lótus.

Padmasana



















Primavera é a estação do ano em que a natureza se renova. É o momento mais feminino, onde shakti desperta e floresce e a natureza parece que expressa Samadhy.
Para celebrar este momento, descrevo uma prática meditativa cujo foco da atenção é a flor de lótus no coração. A flor de lótus representa pureza, renovação, liberdade e paz. Uma meditação muito simples que tenho praticado e que tem me feito muito bem.

Inicie, sentando-se em uma posição totalmente estável e confortável. Como aquietar a mente se há algo no corpo que nos incomoda? É fundamental encontrar a posição correta. Por isso, ajustes são bem vindos. Você pode sentar-se no chão com as pernas cruzadas em Padmasana, postura de lótus. Para maior conforto, sente-se sobre uma almofada, ou com as costas apoiadas na parede, ou mesmo em uma cadeira. O importante é manter o corpo relaxado e a coluna ereta. As mãos podem estar apoiadas sobre os joelhos, com as palmas votadas para cima e dedos indicador e polegar unidos em Jñána mudrá. Outra posição, é apoiar as mãos sobre o colo com o dorso da mão esquerda sobre a palma da mão direita  em Shiva mudrá. Acrescente-se a esta posição dois detalhes: relaxamento das mandíbulas e da língua. 

Feche os olhos e observe o seu corpo nesta posição. Observe também a sua respiração, o ar que entra e que sai, no seu ritmo natural.

Agora coloque a sua atenção num ponto no centro do seu peito na altura do seu coração. Este lugar chama-se Hridaya, seu coração espiritual. É um ponto de energia que não ocupa tempo ou espaço, é a sede da consciência.

Agora vizualize uma flor de lótus neste lugar. Concentre-se na flor de lótus que se abre no peito na inspiração e se fecha na expiração. A flor de lótus pulsa no mesmo ritmo da respiração. A respiração pulsa no mesmo ritmo da natureza. A natureza pulsa no mesmo ritmo da vibração do Universo, que pulsa no seu coração. Perceba que um círculo se fecha e que tudo pulsa no mesmo ritmo, você, a natureza e o universo. Tudo integrado. Isto é Yoga.

Mantenha a sua flor de lótus pulsando em Hrydaia por alguns minutos.

Finalize a sua prática transformando as suas mãos em uma flor de lótus em Padma mudrá, resgatando e fortalecendo a sua energia do coração em pureza, renovação, liberdade e paz.

Viva a Primavera!

Namastê.